quarta-feira, 17 de junho de 2015

FUCK YOUR RULES!


FUCK YOU WORLD,
LOVE LETTER TO LIFE


“If the play had a world it would be a transvestite one”
Rogério Nuno Costa


A British citizen born in London, studying in Manchester with Glaswegian heritage. Neither belonging to a religion nor a political party. I attempt not to make unwarranted judgements or bias associations based on the stereotypes of my culture. Though I made the promise the reality show, written and directed by Rogério Nuno Costa adapted from José Maria Vieira Mendes Third Age, does not follow the same obligation, in fact it commits to the opposite. It comments on society and all its stereotypes through the various characters who play numerous versions of the same. Having just celebrated its 40th anniversary of freedom from the dictatorship, it is refreshing to see a piece of work that defies the dictatorships of theatre. Though it can be argued that the authenticity of a stage production is lost to this work through its playback elements, the challenge it poses to an established industry is far more interesting. There’s a saying that springs to mind ‘blood, sweat and tears’ which is what an audience expects from our performers. We expect that they will have studied a text to the point of no mistakes, a context to give the piece a firm reality that we can escape our lives for the duration of the performance, and when the performer makes it to the stage we expect a whole hearted performance that we believe.

“I don’t like actors”

Do we feel cheated? Or do we embrace the fact that these silent rules of theatre might be a little outdated. Costa grabs the move of a generation desperate to have a voice and floods them into 1 world built by 3 dimensions. The context of a university production, commenting on the rules and obligations of students in order to get a grade, the reality show depicting the obsession our society has with watching people’s lives on a screen, and finally the clash of these ‘worlds’ that causes the apocalyptic chaos that the audience witness. Exposure to this chaos is heard through the ear piercing muddle of sounds, songs and speech. He has taken the responsibilities of the actors away and purposefully replaced it with badly lip syncing puppets, who mock the foundations of the degree they are studying. With playback carrying such a negative entourage it’s a commendable risk to produce an entire play based upon it. Commendable, yet the verdict to its success is still in procession.

“I wrote the piece for them [students]”

When the process for this ensemble started back in February it would have been near on impossible to contemplate the end result. Hours upon hours were dedicated to the experimentation of ideas both presented by student and teacher, a novelty that left ego at the door and replaced it with a mutual respect. Did the play chase an unachievable goal and lack an interest in the things that matter the most? Or did it open your mind to the possibility that the concepts of theatre the world has, have started changing? Terceira Idade proudly waves a flag screaming for war against the expectations of theatre.

Hannah McMillan-O’Brien
[International student, Manchester Metropolitan University] 



SINOPSE INCOMPLETA
PARA UM ESPETÁCULO INCOMPLETO:

Faz-se de propósito para que corra mal; ou para que corra bem. (São sinónimos.) Para que corra a meia maratona, só que à velocidade da luz. Ou para que corra contra o tempo. (O espaço, esse, já era.) Atores a fazer de atores; ou então a fazer deles próprios. (São sinónimos.) Atores a correr contra o texto, a bater contra os móveis, a embater no ruído ensurdecedor do linóleo e dos panejamentos. Atores a resistir à obrigatoriedade de fazer um “bom espetáculo”, ou então a desistir de o fazer, ou então a condenar a desistência ela própria, publicando memes edificantes no Facebook. Atores a resistir à ditadura do “talento”, essa falácia vendida pelo X Factor e pelo The Voice. Atores a humilhar publicamente o espetáculo arranjadinho e polido em Photoshop. (Mas escondidos atrás de uma rede social arranjadinha e polida em Photoshop). Atores cobardes, portanto; mas intrépidos, portanto. (São sinónimos.) Atores levantando o dedo indicador em riste, dizendo: “Para quê cantar ao vivo, se podemos fazer playback?” (O meta-virtuosismo é o novo avant-garde.) Contra a medalhização contemporânea do art’leta, contra a mania da perseguição, contra a rotulagem e a catalogação. Atores a disfarçar muito bem para que ninguém repare, e depois a apontar o dedo indicador ao público, dizendo: “Gostais de ser enganados!” (Pagam bilhetes, propinas e outras chamadas de valor acrescentado propositadamente para isso.) “Terceira Idade”, em caps lock, escreve-se: TUDO FALSO — a verdade é desligada, desfasada, às vezes desfeita. Um espetáculo em diferido, gravado em auto-tune, difundido em auto-correct. Atores que desistem de ser a personagem porque já há apps que fazem isso melhor. Atores-velhos, que decidem ser rebeldes aos 80 anos, fazendo piercings e bunjee jumping. Atores incapazes de memorizar um texto porque só conhecem o sub-texto. E a única frase é: “Vai haver guerra”. Atores inoperativos, inconsequentes, desequilibrados. (Como este espetáculo.) E agora uma frase para aparecer na agenda cultural daqueles jornais escritos para pessoas que não sabem ler: “Isto é teatro dentro do cinema. É cinema dentro da televisão. É televisão dentro do teatro.” E a Internet, no fim, a dizer: “Bitches, please…” 

Rogério Nuno Costa


TERCEIRA IDADE
Um reality show de Rogério Nuno Costa
A partir do texto homónimo de José Maria Vieira Mendes

Adaptação, Dramaturgia & Encenação: Rogério Nuno Costa

Interpretação: Ana Simões, Bárbara Fonseca, Bernardo Providência, Bruna AS, Catarina Gomes, Cristiana Gomes, Daniela Marques, Dário Gonçalves, João Vaz Cunha, Luís Fernandes, Luísa Dieguez, Luísa Maria, Marta Ferreira, Patrícia Almeida, Patrícia Gonçalves, Rita Carneiro, Sandra Barreto, Sofia Silva, Susana Cruz Mendes

Direcção Técnica & de Produção: Simão Barros
Assistência de Encenação: Marcya Leah G.
Cenografia, Adereços & Artwork: Lídia M.

Colaboração: Renato Freitas & Filipa Costa
Apoio Dramatúrgico: Hannah McMillan-O'Brien
Assistência de Cenografia: Henrique Margarido
Produção Executiva: Lídia M., Marcya Leah G., Simão Barros




segunda-feira, 2 de março de 2015

World Wild Web


WTFPL (Do What The Fuck You Want To Public License)
Aplica-se a todas as produções artísticas e intelectuais da "autoria" de Rogério Nuno Costa [aka Riku Nuutti Koistinen aka Chef Rø]




#1
Boa noite,

Gostaria de saber quais os procedimentos a tomar no sentido de cancelar a minha inscrição. Tenciono deixar de ser vosso cooperador, por discordar com alguns princípios fundamentais por vós defendidos publicamente a propósito da "Lei da Cópia Privada".

Aguardo instruções.

Atenciosamente,
Rogério Nuno Costa



#2
Caro Rogério Nuno Costa,

Conforme acabamos de falar pessoalmente, e em seguimento ao seu email de dia 5, venho informar que em conformidade com os estatutos da GDA, se assim entender, pode formalizar a sua demissão como cooperador por via de uma carta registada. De momento não tem valor em Conta Corrente.

Quero desde já agradecer a sua disponibilidade em responder ao email que recebeu da parte do nosso Presidente, sendo do nosso interesse tomar conhecimento do ponto de vista que defende.


Artigo 13º
(Demissão)

1. Os cooperadores podem, mediante carta registada, com aviso de recepção dirigida à Direção, solicitar em qualquer altura a sua demissão da Cooperativa, sem prejuízo da responsabilidade pelo cumprimento das suas obrigações estatutárias.

2. A demissão do cooperador da Cooperativa será obrigatoriamente concedida, desde que se mostre liquidado o saldo da conta corrente do cooperador demissionário.

3. Se a conta corrente acusar um saldo positivo este será pago ao cooperador demissionário.

4. Em qualquer dos casos, ser-lhe-á restituído no prazo máximo de um ano o valor dos títulos de capital realizado.

Com os melhores cumprimentos,
E os meus votos para um excelente ano 2015,
Evelin Kuhnle, Chefe Serviço do Apoio ao Cooperador e Comunicação



#3
Caro Cooperador,

Penso que já terá, ou em breve receberá, confirmação de que os Estatutos da GDA prevêem a possibilidade de desvinculação pretendida. Nem poderia ser de outra forma, uma vez que a liberdade de associação (ou de não-associação no caso vertente) é um Direito Constitucional consagrado!

No entanto gostaria que tivesse em conta que a actividade de Gestão Colectiva dos Direitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes, levada a cabo pela GDA, tem uma latitude e abrangência que em muito ultrapassam o caso particular da Cópia Privada, incidindo sobre um leque de Direitos muito mais vasto que procura proteger e equilibrar o valor da Criação Artística face aos interesses e pressões dos “Mercados”.

De facto o “lobby” das grandes industrias multinacionais das tecnologias da informação e comunicações, com óbvia manipulação da imprensa tecnológica e da comunidade internauta, conseguiu a nível global fazer da questão da cópia privada uma verdadeira “tempestade num copo de água”!!!

De facto o impacto médio em causa em Portugal é de cerca de 0,7% dos custos de distribuição, irrisório e perfeitamente absorvível pelas margens de lucro dessa mesma industria, capaz de lançar campanhas de 30, 50 ou mesmo 100% de redução de preços, para colocação de novos modelos ou de fidelizações a 24 meses, que os consumidores assumem sem pensar duas vezes!!!

De facto qualquer Tablet ou Smartphone vem carregado, a favor daquelas industrias, de múltiplas “cópias privadas”, na forma de patentes e licenças sobre dispositivos e aplicativos que, quer os usem ou não, os consumidores estão a pagar sem pensar duas vezes!!!

De facto aquelas industrias facturam milhões vendendo mecanismos e “software” cuja única razão de existir é a exploração secundária do trabalho dos Criadores!!!

De facto a questão para as grandes industrias multinacionais das tecnologias da informação e comunicações não é a cópia privada em si, mas sim uma vasta estratégia a médio prazo que procura desvalorizar os “Conteúdos” para capitalizar os “Continentes”!!!

Basta atentar no verdadeiro ESCÂNDALO das remunerações dos Artistas que está em curso no negócio de “Streaming” para compreender o conluio que vai entre aquelas Industrias e as Fonográficas e Audiovisuais, “dossier” que a GDA não vai dar de barato sem uma luta radical…!!!

Agradecemos sinceramente o seu interesse e honestidade relativamente a estas questões e estaremos, seja qual for a decisão, sempre ao seu dispor na defesa dos Criadores e do acesso à Cultura.

Com os melhores cumprimentos,
Pedro Wallenstein, Presidente



#4



#5
Caro Pedro Wallenstein,

Gostaria antes de mais de agradecer a sua mensagem e lamentar a demora na minha resposta. Contrariamente ao que é normal, o início do novo ano foi demasiado intenso profissionalmente. Hoje, e com a ajuda "moral" da recente aprovação pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da “Lei da Cópia Privada”, decidi finalmente responder-lhe.

Em primeiro lugar, creio ser importante referir que a decisão de me desvincular da GDA foi ponderada e teve em consideração o conhecimento óbvio que tenho do âmbito de acção desse organismo e da aplicação financeira que é executada através dos fundos cultural e social que disponibiliza aos seus cooperadores. Não estou, portanto, a reduzir este assunto, nem a GDA, à polémica em torno da Lei da Cópia Privada, ainda que seja essa, e usando um chavão, a “gota que fez esbordar o copo”. Quando, em 2008, decidi inscrever-me, fi-lo por concordar, em abstracto, com os pressupostos que me foram apresentados, e que convictamente aceitei. Ao longo dos últimos anos, porém, e inspirado por um interesse simultaneamente pessoal e profissional, fui estudando várias temáticas que gravitam em torno do conceito genérico de “copyright”, incorporando grande parte desse estudo no meu trabalho enquanto encenador, dramaturgo, investigador e professor. Por razões que não vale muito a pena perder tempo a elencar (a maioria são evidentes, creio), a minha permanência enquanto cooperador da GDA foi-se tornando progressivamente desconfortável, por contrariar de forma linear muitos dos postulados que eram cada vez mais evidentes no meu discurso artístico/ensaístico. Não me vou alargar nesses postulados para ir directo à questão mais recente:

Oponho-me, convicta e informadamente, à Lei da Cópia Privada e, concomitantemente, a todas as organizações privadas de “gestão colectiva” de “direitos” que, através da aplicação, muitas vezes anti-democrática, de taxas absurdas sobre bens que não são sequer “consumíveis”, fazem tábua rasa de uma (r)evolução que não é só tecnológica (é finalmente cultural, porque verdadeiramente democrática), perpetuando sistemas ditatoriais de controlo daquilo que pertence, apenas e só, à esfera privada. Na base dessa Lei e nos argumentos que a sustentam subsiste um conjunto de mal-entendidos muito graves, apoiados na sua maioria por ambiguidades terminológicas — a mina de ouro ideal para a criação de leis incompreensíveis que conseguem fintar os limites do constitucional e assustar o "cidadão comum" com ameaças coercivas. É inacreditável como é que uma máfia organizada conseguiu convencer a opinião pública que copiar um ficheiro partilhado de um filme para ver em casa, por exemplo, é equivalente a “roubar”…

Perante esta conjuntura, não posso deixar de me sentir defraudado (e até envergonhado) quando no passado dia 15 de Setembro de 2014 recebo um e-mail vosso com o título “Cópia Privada – uma comédia de enganos”, no texto do qual se manifestam em prol de algo que contraria a forma como me posiciono, ética e esteticamente, em relação a todo um conjunto de temas dos quais a Lei da Cópia Privada é apenas a ponta do iceberg. Nesse sentido, e só nesse, a minha decisão consubstancia-se na evidência de que não posso afirmar (na forma de espectáculo, ensaio, comunicação pública, aula, post no Facebook, instalação-vídeo, entrevista para um jornal, seja o que for!) algo que será depois derrubado pelas minhas acções, pelos grupos a que pertenço, pelas causas que abraço, pelas petições que assino e, evidentemente, pelos organismos (tenham a natureza jurídica que tiverem) aos quais pertenço ou com os quais colaboro/coopero. Quero manter intacta a minha dignidade ética (que, para mal dos meus pecados, se confunde com a estética), e quero afastar-me do "risco" de um dia vir a ser acusado pelos meus "pares" de cuspir nos pratos que como, ou de ser "hipócrita" (esse tão fácil insulto).

Também não vou rebater os argumentos triplamente exclamatórios que me apresenta !!! Com o devido respeito, não concordo com nenhum, e acho que muitos vêm envenenados pelas ambiguidades que acima referi; não creio que valha a pena, nem para mim nem para si, fazermos disto um Prós & Contras virtual. Despendi imenso tempo a ler tudo o que me foi possível encontrar sobre o assunto para poder tomar uma decisão que é fundamentada em várias frentes (não existem só duas; essa coisa do Bem contra o Mal é um ideal romântico que nunca passou disso mesmo, um ideal…), por isso sei do que estou a falar e sei que não estou a filiar-me de forma cega (como as suas palavras parecem querer depreender) na retórica de um certo grupo de agentes e polemistas que usam a Internet para disseminar uma agenda contra organismos como a GDA. Ainda que me apoie no pensamento e na acção de pessoas como ESTA, a minha decisão é autónoma, socialmente consciente e politicamente independente. Não tenciono transformar isto numa batalha contra a GDA, ou contra aqueles que continuam a compactuar com este sistema, até porque sei que ele, o sistema (e com ele a GDA) têm os dias contados! Sim, alimento uma fé inabalável no Futuro — ESTE, por exemplo, acontece já amanhã! É por isso que este e-mail, e os acontecimentos que o provocaram, fazem já parte de um passado longínquo e retrógrado do qual todos nos vamos rir. Muito...

Agradeço uma vez mais o esforço que fez de me ter escrito este e-mail, e também o esforço da simpática Chefe dos Serviços de Apoio ao Cooperador Evelin Kuhnle de me ter telefonado, mas não existe qualquer vontade da minha parte em reconsiderar.

Com os melhores cumprimentos,



Moral Sponsors:




segunda-feira, 27 de outubro de 2014

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SLEEPOVER™ is a drug created by quantum lyricist Rogério Nuno Costa, under his Nordic alias Riku Nuutti Koistinen, in 1917. Koistinen theorized that at birth, the human mind is infinitely capable, but each force that it encounters (social, physical, intellectual) begins a process he called "limitation" — a diminishing of that potential. SLEEPOVER™ was designed in hopes of limiting this "limitation", preventing the natural shrinking of brainpower, resulting in people with increased mental, artistic and trans-dimensional ability. Due to the fact that SLEEPOVER™ only prevented the limitation of the mind's potential rather than reversing it, it had to be administered to young dogmatic specimens (whose potential had not yet been limited) in order to produce any results. Well-known entertainer Erwin Schrödinger states that SLEEPOVER™ works by enhancing people's abilities of perception. He explains that reality is the way we perceive the world around us. Following the voodoo master Dr. Phil: “There is no reality, only perception”. Therefore, by changing perception, we change reality. And by changing reality, we allow ourselves to overcome Denial™, to surpass Acceptance™, and finally embrace Gratitude™. However, while normal people can only change their perception, SLEEPOVER™-positives can change other people's perceptions as well, thereby ruling inter-human relational dynamics. Notable politician Marcel Duchamp, under his alias Rrose Sélavy, is an example of this. When his moods changed, his perception changed, and therefore his reality, and Reality™ for that matters, changed: rather than depicting it as it should be, he started revealing it as it IS. Unwittingly, Duchamp caused a change in perception of those around him (people and objects included); by doing so, he was then one of the first cyborgs to travel do the Other Side™, operating the first dimensional clash that eventually led to the destruction of the Great Narratives and subsequently the End of the World™, in 1999. In other words, his moods were contagious, like a reverse-empath. This is how Andy Warhol, one of the most famous Duchamp’s doppelgängers, was able to defuse Walter Benjamin's aesthetically-reproduced Conceptual Time-Bomb™, by reversing time-space lineage and mechanically turning Lascaux’s walls into Macintosh tablets connected to the World Wild Web. As a consequence, the Ancien Régime’s jesters Nicolas Bourriaud, Yves Michaux and Arthur Danto committed suicide. SLEEPOVER™ induces different abilities among test subjects. Riku Nuutti Koistinen developed a psychic link with his test partner Thomas Hirschhorn. In 1891, a 3-year-old Koistinen appears to cause an "incident" in proto-Deleuze and proto-Guattari’s lab, causing a large portion of his room to appear charred or burned, which was perceived by many scholars as “art”. According to proto-Deleuze, this happened because Koistinen was triggered when he became too self-conscious of his own abilities, therefore tremendously anxious and upset, emotions that at the time were categorised as highly creative. In “Epidemic”, Lars von Trier’s first essay on Logics and Semiotics, SLEEPOVER™ subject Thomas Vintenberg grows agitated, and then self-immolates when he is unable to control his pyrokinetic abilities. His identical twin sister Gus van Sant, who also had been part of the Hell-Sink-Ya SLEEPOVER™ trials, was triggered by extreme emotions but able to focus his pyrokinetic ability on Harmony Korine with coaching from Koistinen himself. Terminally-ill Mark Dion, one of the greatest astro-physicists of the Third Dimension™, was even able to exchange energy with his SLEEPOVER™-tested peer Thomas Hirschhorn, just by touching him. This enabled Hirschhorn's condition to improve for a short period of time-space, moving his entire oeuvre from Helvetica (First Dimension) to PetaByte Cursive (Twenty-Seventh Dimension). His step-sister Miranda Julie visited him in First Dimension’s Portland, Oregon, but eventually collapsed and died. After Hirschhorn visited Damien Hirst, Joana Vasconcelos, Avelina Lésper and Slavoj Zizek, each died within minutes of contact with him from aggressive formal tumors. In “The Art Of Bowing To The East Without Mooning The West”, the Imaginary Museum team asked quantum sorcerer John Cage, an undocumented SLEEPOVER™ test subject, to read the mind of unconscious bed-ridden Stockhausen and identify two other suspects — Aalto and Sibelius. In the adjusted First Dimension timeline, Koistinen recalled Subject 3, who after been treated with SLEEPOVER™ was able to perform astral projection, creating distortion in the magnetic field and attract metallic objects who really looked like objects. Subject 3 is Chef Rø, a well-known Portuguese medium. He claimed that he never been able to astral project after the SLEEPOVER™ trial ended; however, the bad side effects eventually led to uncontrolled telekinesis, making him move metal knifes, forks and spoons in a three-dimension canvas. He later helped the Third Way™ Division to displace the energy and create what is now called Re-re-re-Realism [aka Stutterer Realism]. Moreover, SLEEPOVER™ test subjects could be immune to each other's ability. The famous transexual Marina Abramovic was not able to read Duchamp's mind, and young Jean-Luc Godard was not burned by young Sigmund Freud's pyrokinetic outburst. SLEEPOVER™-positives must be activated in order to use their abilities. Riku Nuutti Koistinen mentioned to Schrödinger that he was visited by a "strange man with 27-D glasses", who is presumably responsible for activating him. Schrödinger himself claimed that he was visited by an unidentified man, who told him he could learn to control his cybernoia because of testing done on him as a child in Amares. At the conclusion of “Third Way™”, Koistinen is seen in a drug-induced coma in an unidentified facility. Together with Tom of Finland, his psychic energy allowed him to cross over to the alternate universe. At the conclusion of “Third Way™”, mathematicians Aldous Huxley and George Orwell eventually monitored Koistinen during his immersion in the sensory-deprivation tank in the lab on Bracara Augusta. They noticed that his brain chemistry has spiked, and identified the dormant synthetic compound bound to his neurons. They estimated that it has been there since he was abducted by Portuguese art critics. Testing continued through the Spring of 1896 and Koistinen crossed-over to the parallel universe several times. A combination of love and terror is attributed to inducing his ability. While disintegrating his abusive critics, seven year-old Riku Nuutti Koistinen [aka Rogério Nuno Costa] transitioned to a large forested field, fell in love with a 24-light years old literary robot, and immediately froze. This process was then called Global Cooling™. A spinal tap administered to Koistinen by Samuel Beckett boosted the patient’s residual abilities, who later on appeared to be intertwined with Orson Wells’ code of Aesth(Ethics). From that moment on, he decided not to leave the Twenty-Seventh Dimension ever again, developing a powerful ability to detect fakeness, trickery and fraud.




domingo, 27 de abril de 2014

Residências Artísticas

A PREGUIÇA™
COMO NOVO AVANT-GARDE

®





Há uma elite que se autopromove através da arte que define, e vende, como mercadoria internacional. A actividade desta produção é mistificada através de todos os meios de promoção mercantil, e os seus operários — os escravos das indústrias criativas —, tornaram-se manipuláveis e marginalizados através da construção da sua identidade em torno da noção de “artista”, e tudo o que ela implica: residências, festivais, concursos, plataformas de programação e outras feiras de gado. Chamar a alguém artista é negar a outra pessoa a capacidade de visão semelhante; assim, o mito do “génio” é apenas mais um rosto da justificação ideológica da desigualdade, repressão e fome. O que o artista considera ser a sua identidade não passa de um conjunto burocrático de atitudes e preconceitos semelhantes aos que aprisionam a Humanidade ao longo da história. Devemos rejeitar os papéis construídos em torno destas identidades falsas, assim como os produtos concebidos para a sua promoção. O nosso intento é questionar o papel do artista e a sua relação com a dinâmica do poder e da economia, dentro da nossa cultura.


Toda a gente sabe o que está errado!


Sabemos também que esta preguiça falhará por várias razões, a primeira das quais porque é uma má ideia. Mas levantará várias questões pertinentes. Em termos relativos, a preguiça só pode afectar as pessoas que optam por ser afectadas por ela. A preguiça é, nesse sentido, tão impotente como qualquer outra acção artística contemporânea. Para aqueles que ignoram a arte, ela poderia muito bem já ter desaparecido. A preguiça edifica outro novo momento da História da Arte: o término lógico da trajetória que começou quando os artistas se afastaram do universo ao qual pertenciam, e conseguiram não apenas alienar a maior parte da população em relação às artes, mas também alienar as artes em relação à cultura. A preguiça como novo avant-garde pretende penetrar no último acto desta comédia auto-destrutiva. Nós não podemos viver preguiçosamente neste mundo sem falar sobre isso. Cabe-nos comentar longamente a tentativa vã de justificar a nossa posição em relação à preguiça criativa, ao ócio antónimo de negócio, mas isso equivale à tentativa de justificar a nossa contínua "criatividade". O que permanece obscuro em tudo isto consiste em não requerermos qualquer tipo de justificação; SER é para nós suficiente. A necessidade de expressão parece-nos apenas sintoma da mais terrível insegurança. Através das mais variadas expressões artísticas, apenas procurámos a relação perdida, porque toda a nossa expressão natural foi destruída (por inúmeras razões civilizacionais). É esta ânsia de conexão com o outro que impulsiona a expressão. Mas que conexão real existe entre o artista e o público, ou entre as pessoas, de forma a justificar a arte, quando o alheamento entre o artista, o público e a sua cultura se tornou tão completo? Todos nós queremos ser amados. Mas consideramos a arte coisa inútil para esse fim. Exigimos pois que a “preguiça d’arte” se torne unânime e permanente.


Texto-manifesto escrito por Nuno Miguel para o programa do espectáculo "Residência (Artística)", em Março de 2012, e assinado pelos seus criadores: Rogério Nuno Costa, André Santos, David Bernardes, Diana Coelho, Marta Coelho, Roger Madureira e Tânia Figueiras Ribeiro.




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

TERCEIRA VIA™/KOLMAS TIE™






































The art of bowing to the East
Without mooning the West

Or about Third Way™ Ethics & Aesth(Ethics)



Visita e-guiada aos Headquarters do Partido + Conferência de Imprensa




Projecto inserido no programa "Cuidados Intensivos - Tempo e Fricção"
Curadoria: Joclécio Azevedo



“Para uma nova ordem ética, estética, política, sociológica e filosófica global, a Terceira Via™ erradica a ética do gosto, a ambiguidade, a narrativa (des)instituída, a criatividade, a originalidade, a ironia, a tretologia, todos os coming backs, "trendsectarisms" e respectivos novos pretos, a gaseificação da arte, a solidificação industrial da mesma, o conceito genérico (logo, comercial) de "performatividade", a hipsterização das práticas artísticas (ou seja, a redução da arte, e do resto, à disciplina do Design), a responsabilização do espectador, o sistema de "castas", a relação do eu com o outro, a confusão secular entre Arte e Desporto (também conhecida por "medalhização" mediática do art-leta), a arte que se parece com arte e a que se parece com coisas que não são Arte e, de um modo geral, todas as práticas para-artísticas (da recepção à crítica, da produção à promoção) que se inscrevem em regimes de primeira ou de segunda via. Ou seja, a Terceira Via™ erradica o Século XX. E todos os séculos para trás. E todos os séculos para a frente. A Terceira Via™ também erradica o Presente — é quanticamente a-temporal, a-espacial, a-histórica e a-moral. Ou seja, a Terceira Via™ é a-estética, porque est(ética): o copo não está nem meio cheio nem meio vazio — é só um copo! A Terceira Via™ subscreve uma triplicidade céptica e desacreditada. Céptica e desacreditadamente.”


in ‘A Lei da Terceira Via™’


Depois de "Residência (Artística)" e "Realpolitik" (2012), "Terceira Via™" fecha oAno Zero (biénio 2012/13) do macro-projecto "Universidade/Yliopisto". Estreia final em Dezembro de 2013, com lançamento do Plano de Intervenção para o Ano Um (biénio 2013/14). Esta será a segunda intervenção pública, logo política, do projecto “Terceira Via™”; a primeira ocorreu no passado mês de Março, enquanto resultado da residência 6x6 proposta pelo Núcleo de Experimentação Coreográfica (Porto). Nessa altura, a intervenção constitui-se enquanto “instauração de um macro-partido trans-universal, pós-dogmático e finlandizado, com epicentro no Báltico e abalos mais significativos na €uropa Periférica”. Agora, no contexto do projecto “Cuidados Intensivos”, o atendimento a futuros simpatizantes (instalação) será e-personalizado e duracional; paralelamente, três conferências de imprensa serão apresentadas ao vivo e difundidas via satélite para Helsínquia.

TERCEIRA VIA™ propõe um saneamento est(ético), logo profil(árctico), da "doença mediterrânea" (em Latim: Azeitegeist™). Para assistir às conferências, solicita-se a apresentação de um qualquer elemento de identificação do tipo PIIGS e a leitura atenta das normas de higiene (ISO 1+1=3) contidas no seguinte link.


[Performance falada em Português, Inglês e Finlandês]


TERCEIRA VIA™/KOLMAS TIE™

Instalação/Performance: Rogério Nuno Costa
Colaboração: Cátia Pinheiro
Fotografia/Artwork: António MV
Apoio a residências: Núcleo de Experimentação Coreográfica (Porto), HIAP (Helsínquia) 

Agradecimentos: Joana Ribas, Mika Palo, Ana Fradique, Jaakko Kiljunen, Mika 
Christian Tissari, Eva Malainho, Toni Ledentsa, Diego Barros, Diana Bastos Niepce, Klaus Ittonen, José Capela, Susana Mendes Silva, Mickaël Oliveira, Cristiana Rocha, Ulla Janatuinen, Elina Satu Maria Manner, Mafalda Couto Soares, Filipa Alves, Paulo Vasques, Plano Geométrico, Vera Mota, Gabriela Vaz-Pinheiro, José Nunes, Paulo Mendes.

Co-produção: Circular Associação Cultural, Curtas Metragens CRL
Solar Galeria de Arte Cinemática
Apoio: Fundação Calouste Gulbenkian




Horário Exposição:
Terça-Sexta / 14h30-18h00
Sábado-Domingo / 10h00-12h30/14h30-18h00


Horário Performances:
21 Setembro | Sábado | 19:00-21:00
27 Setembro | Sexta | 22:00-00:00
4 Outubro | Sexta | 22:00-00:00






Mais info: